Meu e-mail
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Meu nome é Bia, sou bióloga e professora, moro no Rio de Janeiro, tenho 26 anos. Sou casada há três anos com um homem que amo muito, o Antenor.
Antenor é um anjo em forma de gente. Ele é natural de Campos, onde se formou em medicina. No ano de 2001 veio aqui para o Rio fazer pós-graduação e, por acidente de percurso, me conheceu, foi amor a primeira vista. Um ano e meio depois, estavamos casados (Novembro de 2002). O meu marido está sempre de plantão. Quando não está de plantão no hospital, pode ter certeza que está de plantão aqui em casa, *RS.
Em Novembro (2004), em exames de rotina descobrimos que ele possui um número muito baixo de espermatozóides, o que nos deixou muito tristes. Mas não vamos deixar a peteca cair...nosso filho tão amado está presente nos nossos planos e em nossos corações. Na verdade, não importa agora de que forma os nossos filhos chegarão até nós...ou de que forma nós chegaremos até eles...seja com utilização de técnica de fertilização in vitro ou adoção. O mais importante é que em algum momento os filhos chegarão, porque assim é de nosso desejo. E sendo nosso filho, biológico ou não...temos amor o suficiente para dividirmos e multiplicarmos com esses pequenininhos que nos terão como papai e mamãe.
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Estamos felizes da vida porque em nossa primeira tentativa de FIV, tivemos a benção de conseguir o sucesso e ainda mais: estamos grávidos de gêmeos!!! Só temos muito a agradecer primeiramente a Deus e em segundo lugar ao Dr. Paulo Gallo e sua equipe, pela tamanha competência.

.: Créditos :.
Como descobrimos a infertilidade...
Um dias antes do nosso aniversário de dois anos de casamento, o meu marido foi fazer o espermograma (ele já estava com o pedido há quase um mês), eu fui com ele ao laboratório. Chegando lá fiquei sentada na sala de espera aguardando o ele recolher o material. Como meu marido é médico, o responsável pelo laboratório o convidou a acompanhar a leitura do espermograma (contagem de spmtz, mobilidade, etc.) para a surpresa dele em toda a lâmina havia sido encontrado um único espermatozóide e ...Ainda por cima MORTO!!!! Ele saiu lá de dentro com uma cara de “ dar dó”, logo me chamou em particular e me contou o que havia acontecido. Nesse momento eu não sabia se chorava, se tentava acalmá-lo, consolá-lo...Não sabia o que fazer...Foi realmente um dos momentos mais inexplicáveis da minha vida, me senti vazia... Pq num primeiro momento agente pensa: será que não vou dar frutos??? Nunca terei um bebezinho lindinho com a nossa carinha... não vou passar pela experiência de gerar um baby em meu ventre?!?!? Amamentar?!?!? Sensações que tanto imaginei em outrora e agora pareciam um pesadelo.
Bem, logo após essa notícia desesperadora, o susto inicial passou e então marcamos uma consulta com o urologista que havia sido professor do meu marido na faculdade, Dr. Schiavini, ele é especialista em fertilidade. Ele foi um médico espetacular, com uma excelente relação médico-paciente e solicitou novamente um espermograma, exames de níveis hormonais e uma ultra-sonografia da bolsa escrotal e pênis. Para a nossa surpresa nada de anormal foi encontrado na ultra e nas taxas hormonais, no entanto...tivemos uma excelente notícia: os espermetozóides estavam presentes apesar terem sido encontrados em reduzidíssimo número- 3 milhões apenas (oligospermia severa). Bom...para quem saiu de nada ...3 milhões me parecem muitos...rs, rs, rs. Esse número reduzido pode ser justificado por uma varicocele, diagnosticada clinicamente pelo urologista. Meu marido está tomando umas medicações para circulação (devido a varicocele) e além disso tomando complemento vitamínico com zinco (que é essencia na espermeogênese, formação dos espermatozóides) vai continuar com essa conduta até maio/2005, quando irá repetir o espermograma. Dependendo do resultado desse espermograma, talvez haja a indicação de cirugia corretora (o que não garante a normalidade na produção de espermatozóides).